segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Mitos sobre a reciclagem: lixeiras coloridas?

Quando se fala em reciclagem, muita gente acha complicado separar o lixo para a coleta seletiva. Isso porque convencionou-se pensar que a separação do lixo devia ser feita por tipo de material em lixeiras coloridas. Os monitores da Sala Verde, Fabrício Pacheco e Alexandre Schröder, fizeram uma pesquisa sobre resíduos sólidos e descobriram pelo menos dez cores diferentes para a separação do lixo.

Ao final da pesquisa eles chegaram à conclusão de que apenas duas lixeiras dão conta do processo doméstico de seleção: uma lixeira para material orgânico e outra para o material seco. Isso porque o caminhão da coleta seletiva mistura todo o material seco que será separado na triagem feita pelos catadores.

No município de Erechim, Rio Grande do Sul, a monitora Juliana Frandalozo pôde comprovar a eficiência de se focar a coleta em duas lixeiras. A colocação de duas lixeiras - uma amarela para lixo seco e uma marrom para lixo orgânico - na frente de cada residência ou ponto comercial é agora obrigatória por lei. [veja a legislação de Erechim]

A medida proporcionou maior discussão sobre o destino do lixo. Por toda a cidade, a populaçaõ aderiu e colocou as duas lixeiras. Os moradores que não compraram, fizeram suas próprias lixeiras, de vários tipos e tamanhos, com caixas de madeira e latões ou reaproveitando materiais que estavam sem uso como pedaços de grade, tela, canos de PVC e tambores. As lixeiras elaboradas de forma criativa não só são utilizadas para o processo de reciclagem como serviram ainda para ressaltar outro ponto importante dos 3'Rs': reutilizar.

Quem quiser saber mais informações sobre reciclagem, acesse o site do Programa de Reciclagem Consciente de Florianópolis.

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